De Belém
Colaborou Diego Santos

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Debaixo de muita chuva, a famosa chuva das tardes de Belém, cerca de 80 mil pessoas compareceram à marcha de abertura do Fórum Social Mundial. Os(as) participantes – representantes da sociedade civil organizada, militantes, estudantes e integrantes de movimentos sociais de mais de 125 países – marcharam pelas principais avenidas da cidade até o ponto final do evento.

Mesmo antes do início, o movimento já era intenso na Estação das Docas, ponto turístico da cidade próximo ao início da Marcha, e militantes aproveitaram para apresentar atividades que acontecerão durante o Fórum. Africanos fizeram a transferência simbólica de território, já que a última edição foi realizada no Quênia.

Manoela Garja, do México, cantava junto com um grupo de pessoas de diversos países ao lado de um imenso boneco trazido da Índia para divulgar o Índice do Orçamento Participativo. “Nosso objetivo é mostrar para a população que o dinheiro do governo é do povo e, portanto, deve ser gasto com suas necessidades”, argumenta Manoela.

Durante o percurso na Avenida Presidente Vargas, a música dava o tom da caminhada que seguiu cheia de manifestações e apresentações culturais, além de gritos organizados. Os(as) habitantes da cidade não perderam nem um minuto da mobilização e foram para as janelas e portas de lojas conferir. Para Rodrigo Cruz, 20 anos, morador de Belém, o principal benefício de um evento como este é “semear a consciência de um novo mundo possível em cada pessoa” comenta.

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A mistura de cores e povos marcou as ruas da cidade e mais de 150 representantes de povos indígenas faziam sucesso por onde passavam. Alice Régis, 19 anos, ficou encantada em vê-los tão de perto: “É emocionante estar aqui perto dos índios que muitas esquecemos”.

Para marinheiros de primeira viagem, a marcha é deslumbrante e é responsável por grandes momentos para serem guardados na memória. Mário Jorge Maia, 49 anos, veio ao Fórum pela primeira vez e está animado com a possibilidade de debater temas que podem mudar a sociedade. “É muito importante poder discutir temas como os que serão apresentados aqui, melhor ainda é estar aqui”, vibra.

Sandra Magalhães é de Fortaleza e participou de todas as edições do Fórum, exceto a realizada no Quênia. Integrante do Fórum Brasileiro de Economia Solidária, acredita que o Fórum é uma oportunidade única de trocar experiências com outros povos, além de aprofundar as discussões de outros modelos de sociedade e de economia.

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As quase quatro horas de marcha não pararam os(as) participantes, que ainda ficaram para os shows e demonstrações culturais apresentados no palco montado na Praça do Operário. A expectativa é de que cerca de 30 mil pessoas circulem diariamente nos locais de eventos do FSM.

Fotos: Samuel Tosta

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2 comentários para “ Marchando por outro mundo possível ”

  1. […] Fonte: IBASE - http://blog.ibase.br/2009/01/28/14/ […]

  2. Carlos Daniel da Costa em 29 de Janeiro de 2009 às 09:46

    Nossa, que bacana!!!
    Queria estar em Belém fazendo a cobertura desse maravilhoso evento!!!

    Diego, vc está em Belém???
    Parabéns pela matéria!!!

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