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Passaporte FSM

De Belém
Ana Bittencourt e Diego Santos

Há quatro anos, o Fundo de Solidariedade do Ibase leva representantes de movimentos sociais de base ao Fórum Social Mundial. Desta vez, não foi diferente. Alexandre Mariano, Erika Gloria dos Santos e Thais Zimbwe, representantes da Associação de Catadores do Aterro Metropolitano de Jardim Gramacho(ACAMJG), da Pastoral de Favelas da Arquidiocese do Rio de Janeiro e do Fórum de Juventudes Negras(FJN), respectivamente, foram contemplados com a oportunidade.

O coordenador do Ibase Itamar Silva garante que a participação dos contemplados tem sido fundamental. “Eles vieram ao Fórum e ainda participaram dos eventos que nós promovemos, o que é excelente”, garante.

Animado com as atividades nas quais participou no FSM, Alexandre Mariano está otimista com as informações recebidas e novas perspectivas que surgiram com o evento. “Gordin”, como gosta de ser chamado, já passeou por todo o território do Fórum contando sua história e falando sobre o Ibase. “Saí de um seminário e pedi para as pessoas virem conhecer o estande, e elas estão vindo”, orgulha-se.

O morador de Jardim Gramacho também faz um balanço positivo de sua participação. “Aproveitei para colher material informativo, o suficiente para dividir com a minha comunidade”, conta, sobre uma das formas que encontrou de levar o que aprendeu aqui de volta para sua cidade.

Erika Gloria dos Santos está no Fórum pela primeira vez. Não esconde a felicidade de poder participar do evento. “Queria vir ao Fórum e não tinha grana, recebi o convite do Itamar e aceitei de primeira”, vibra a jovem de 23 anos, integrante da Pastoral de Favelas.

“Ter um integrante da Pastoral de Favelas do Rio de Janeiro no FSM era muito importante neste momento em que a Pastoral passa por forte destruição”, avalia o coordenador do Ibase. Erika também se impressionou com o grande número de atividades e leva de volta para o Rio, grandes expectativas e uma inclinação para as questões do meio ambiente. “Vi e ouvi proposições que vão ajudar a fortalecer o movimento e pude abrir os olhos para a situação ambiental do país”, conta.

O Ibase realiza esta experiência desde 2005 e já levou pessoas para as edições em Porto Alegre, Caracas – na Venezuela, e Nairóbi - no Quênia. Itamar diz que o objetivo do Fundo, além de possibilitar a inclusão desses movimentos no processo FSM, é “sensibilizar outras instituições a terem essa iniciativa, pois se cada instituição ajudar, conseguiremos agregar mais representantes de movimentos populares.”

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